Saltar para o conteúdo
PT-PT
Agendar consulta
← Voltar ao blog

Notícias, 3 min, 21/09/2026

AMÁLIA vai para o balcão: o Estado escolheu a direção da sua IA

A RCM n.º 178/2026 aprova a segunda fase do AMÁLIA — 1,8 milhões do PRR — e aponta o modelo público de IA ao atendimento do Estado. O que muda para quem lida com a Administração e para quem constrói tecnologia.

Diego Luiz BrumPT-PTPT-BREN-GB

O AMÁLIA deixa de ser um protótipo. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 178/2026, publicada em Diário da República a 15 de setembro, aprova a segunda fase do modelo público de inteligência artificial — 1,8 milhões de euros adicionais do PRR, com retroativos a 1 de julho — e dá-lhe um destino concreto: apoiar o atendimento dos cidadãos nos serviços do Estado.

Até aqui, a pergunta era se a Administração Pública ia adotar IA. Essa pergunta ficou respondida — no papel. A que fica é outra: com que modelo, treinado com que dados, e com que grau de dependência de fornecedores externos. A RCM responde com uma aposta: um modelo próprio, aberto sob licença Apache 2.0, treinado em português europeu e, nos termos da própria resolução, com dados de origem conhecida.

Dois marcos a reter. A segunda fase corre até ao final de 2026, com capacidades multimodais (texto, voz e imagem) e ferramentas de agentificação — na prática, IA que executa tarefas nos processos da Administração, em vez de se limitar a responder. E o desenvolvimento continua em 2027, com orientações a fixar por despacho ministerial; o investimento acumulado ronda os 7,3 milhões de euros.

Para quem lida com o Estado

O AMÁLIA nasceu de um consórcio de universidades públicas, coordenado pela FCT e pela ARTE (Agência para a Reforma Tecnológica do Estado), e a primeira versão saiu em julho — com desempenho discutido na imprensa, alucinações incluídas. É um modelo em construção, e a própria RCM o assume ao financiar mais treino. A direção, essa, está escolhida: a resolução quer que a resposta dada a um cidadão ou a uma empresa num serviço público passe a ser preparada por um modelo operado pela Administração, com dados sob o seu controlo. Nos serviços externos, esse controlo é menor — e é essa a dependência que a aposta recusa. E atendimento assistido por IA é tratamento de dados pessoais: quem responde por esse tratamento, e com que fundamento, é discussão que a regulamentação desta fase terá de fechar.

Para já, nada exige ação. O sinal a acompanhar é o aparecimento de atendimento assistido nos serviços que usa — e as regras de dados que vierem com ele.

Para quem constrói tecnologia

Um modelo aberto, nacional, treinado em PT-PT é também matéria-prima — e já é usado assim: a Caravela, da Podsqueeze, integra o AMÁLIA como componente da sua infraestrutura de IA. Aqui, “aberto” tem definição precisa: licença Apache 2.0, que permite descarregar, modificar e incorporar o modelo em produtos comerciais, sem custos de licenciamento — confirmado publicamente pelo responsável tecnológico do Estado. Em números: cerca de 9 mil milhões de parâmetros, construído sobre o EuroLLM-9B, com janela de contexto de 32 mil tokens.

Para quem processa linguagem em contexto português — documentos, atendimento, pesquisa — escolher um modelo já não é apontar ao topo da tabela de benchmarks. É decidir de quem se fica dependente, onde param os dados e o que custa crescer.

O próximo passo cabe numa frase: descarregar o AMÁLIA a partir do portal ia.gov.pt e testá-lo contra o vosso caso de uso antes de o pôr no roadmap. O que vem depois é a parte com mais variáveis por caso — desempenho, conformidade e dependência raramente têm a mesma resposta para duas empresas. É nesse cruzamento entre o técnico e o jurídico que a Anjos & Brum trabalha, e onde uma conversa a tempo evita uma migração fora de tempo.

Conteúdo informativo à data de 21/09/2026; o caso concreto merece análise própria.

TópicosIA

Redigido com auxílio de ferramentas de IA. Revisão e responsabilidade editorial de Diego Luiz Brum. Política de utilização de IA

Vamos resolver o seu caso?

Conte-nos o que precisa. Respondemos de forma ágil com os próximos passos — sem compromisso.

Agendar consulta →Enviar uma pergunta
Arouca · Portugal — ola@anjosbrum.com
Contacto

Fale connosco.

Conte-nos o que precisa. Respondemos de forma ágil com os próximos passos — sem compromisso.

Usamos os seus dados apenas para responder ao seu pedido. Não os vendemos nem os cedemos para marketing de terceiros. Saiba mais na Política de privacidade.

Mensagem enviada. Respondemos de forma ágil.
Não foi possível enviar. Tente novamente ou escreva para ola@anjosbrum.com.
Agendar consulta →