Startup Visa: como trazer o seu projeto inovador para Portugal

Startup Visa: como trazer o seu projeto inovador para Portugal

Para fundadores de startups e criadores de projetos de base inovadora, Portugal criou um regime específico: o Projeto Empreendedor, popularmente conhecido como Startup Visa. A chave do processo está numa incubadora certificada.

O que é a Startup Visa

Trata-se de uma modalidade de autorização de residência para nacionais de países terceiros que pretendam desenvolver em Portugal um projeto empresarial inovador. O fundador não precisa de ter já a empresa constituída — o essencial é ter um projeto aprovado por uma incubadora certificada pelo Estado português.

Esta modalidade está prevista no artigo 89.º, n.º 4 da Lei n.º 23/2007 e distingue-se do visto D2 clássico por ser direcionada especificamente para startups e empresas de base tecnológica ou de serviços diferenciados.

O papel da incubadora

A incubadora certificada é o elemento central do processo. Funciona como validadora do projeto: ao aceitar formalmente o fundador, confirma que o projeto tem potencial inovador e viabilidade.

O processo segue estas etapas:

  1. Preparar o projeto — pitch deck, plano de negócios, proposta de valor, modelo de receita, mercado-alvo;
  2. Candidatar-se a incubadoras em Portugal (existem diversas, em Lisboa, Porto, Coimbra e outras cidades);
  3. Assinar contrato de incubação com a incubadora que aceite o projeto — este contrato é o documento-chave para o pedido;
  4. Requerer a autorização de residência com base no contrato de incubação, junto da AIMA.

Vantagens desta modalidade

O que o projeto precisa de ter

Não existe uma lista fechada, mas os projetos com melhor aceitação pelas incubadoras tendem a ter:

Requisitos gerais de residência

Para além do contrato de incubação, são exigidos os requisitos gerais de autorização de residência: meios de subsistência suficientes, alojamento e ausência de dívidas fiscais ou à segurança social.

Portugal como destino para startups

Lisboa e Porto estão consistentemente entre os ecossistemas de startups mais dinâmicos da Europa. O custo de vida comparativamente mais baixo, a qualidade de vida, o acesso ao mercado europeu e os programas de apoio ao empreendedorismo fazem de Portugal uma escolha estratégica para fundadores internacionais.


Esta publicação tem carácter informativo geral. Para análise do caso concreto, recomendamos consulta jurídica especializada.

Flávia Victtor dos Anjos
Especialista em direito da imigração