Saltar para o conteúdo
PT-PT
Agendar consulta
← Voltar ao blog

Vistos & Imigração, 3 min, 02/04/2026

Reagrupamento Familiar em Portugal: traga a sua família

Quem pode beneficiar, que documentos apresentar e o processo junto da AIMA para reunir a família em Portugal.

Flávia Victtor dos AnjosPT-PTPT-BREN-GB

Obter autorização de residência em Portugal é apenas o primeiro passo. Para muitos, o objetivo seguinte é reunir a família. O reagrupamento familiar é o mecanismo legal que permite a residentes legais em Portugal trazerem os seus familiares mais próximos para viver no país.

O que é o reagrupamento familiar

O reagrupamento familiar permite ao titular de uma autorização de residência — seja ela D2, D7, ARI, nómada digital, altamente qualificado ou outra — requerer que determinados familiares obtenham também autorização de residência em Portugal.

Em alguns casos, é possível vir ao mesmo tempo que o titular com um visto de acompanhamento; noutros, o reagrupamento é requerido após o titular já estar estabelecido em Portugal.

Quem pode ser reagrupado

A lei portuguesa (artigo 99.º da Lei n.º 23/2007) define os membros da família elegíveis:

  • Cônjuge ou unido(a) de facto;
  • Filhos menores ou incapazes a cargo do casal ou de um dos cônjuges;
  • Filhos menores adotados nos mesmos termos;
  • Filhos maiores solteiros que se encontrem a estudar num estabelecimento de ensino em Portugal e a cargo do requerente;
  • Ascendentes em linha reta e 1.º grau (pais) do residente ou do cônjuge, desde que estejam economicamente a cargo;
  • Irmãos menores que se encontrem sob tutela do residente.

Condições que o titular deve cumprir

Para exercer o direito ao reagrupamento, o residente precisa de demonstrar:

  • Alojamento adequado para o agregado familiar na sua dimensão total — deve ser considerado normal para uma família comparável a viver na mesma região;
  • Meios de subsistência suficientes para sustentar todos os membros do agregado, sem recurso a apoios sociais — a referência é o salário mínimo nacional multiplicado pelo número de membros (100% titular + 50% cônjuge + 30% por filho).

O processo passo a passo

  1. Pedido junto da AIMA — o residente em Portugal apresenta o pedido na plataforma da AIMA, com toda a documentação;
  2. Instrução do processo — são verificados documentos de identificação dos familiares, prova dos laços familiares, alojamento e meios de subsistência;
  3. Deferimento — após análise, a AIMA decide sobre o pedido;
  4. Visto no consulado — se o pedido for deferido, os familiares requerem o visto de reagrupamento familiar no consulado português competente no país onde se encontram;
  5. Entrada em Portugal e título de residência — com o visto, os familiares entram em Portugal e obtêm o seu título de residência.

Documentos habitualmente necessários

  • Prova dos laços familiares (certidão de casamento, certidão de nascimento);
  • Documentos de identificação dos familiares (passaporte);
  • Prova de alojamento adequado em Portugal;
  • Comprovativos de meios de subsistência;
  • Declaração de dependência económica (para ascendentes e filhos maiores).

Um processo que vale a pena preparar bem

O reagrupamento familiar é, em muitos casos, o processo com maior impacto emocional e prático na vida das famílias imigrantes. Uma instrução completa e bem documentada desde o início reduz significativamente os prazos e os riscos de indeferimento. A assistência de um advogado especializado em direito da imigração pode fazer toda a diferença.


Esta publicação tem caráter informativo geral. Para análise do caso concreto, recomendamos consulta jurídica especializada.

Redigido com auxílio de ferramentas de IA. Revisão e responsabilidade editorial de Flávia Victtor dos Anjos. Política de utilização de IA

Vamos resolver o seu caso?

Conte-nos o que precisa. Respondemos de forma ágil com os próximos passos — sem compromisso.

Agendar consulta →Enviar uma pergunta
Arouca · Portugal — ola@anjosbrum.com
Contacto

Fale connosco.

Conte-nos o que precisa. Respondemos de forma ágil com os próximos passos — sem compromisso.

Usamos os seus dados apenas para responder ao seu pedido. Não os vendemos nem os cedemos para marketing de terceiros. Saiba mais na Política de privacidade.

Mensagem enviada. Respondemos de forma ágil.
Não foi possível enviar. Tente novamente ou escreva para ola@anjosbrum.com.
Agendar consulta →