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Vistos & Imigração, 3 min, 19/03/2026

Visto D7: viva em Portugal com os seus próprios rendimentos

O visto ideal para reformados e quem vive de rendimentos passivos — o que o consulado analisa e como se preparar.

Flávia Victtor dos AnjosPT-PTPT-BREN-GB

O Visto D7 é um dos mais procurados por cidadãos brasileiros, sul-africanos, americanos e de muitos outros países que pretendem viver em Portugal sem trabalhar localmente. Pensionistas, investidores com rendimentos passivos e rentistas encontram neste visto a via mais adequada.

O que é o Visto D7

O D7 é o visto de residência para quem dispõe de rendimentos próprios suficientes para viver em Portugal sem necessidade de emprego local. Não é necessário investir qualquer montante específico nem apresentar plano de negócios — basta demonstrar que os rendimentos cobrem as despesas de vida do agregado familiar.

Fontes de rendimento aceites

São aceites diversas fontes de rendimento regular e comprovável:

  • Pensão de reforma — incluindo pensões estrangeiras pagas por sistemas de segurança social ou fundos de pensões;
  • Rendas de imóveis — rendimentos de arrendamento de propriedades em Portugal ou no estrangeiro;
  • Dividendos e juros — rendimentos de carteiras de investimento, depósitos ou fundos;
  • Royalties — rendimentos de propriedade intelectual;
  • Outros rendimentos passivos estáveis — qualquer fonte regular e documentável.

O elemento fundamental é a regularidade e comprovabilidade dos rendimentos.

Quanto é necessário

A referência utilizada pelos consulados é o salário mínimo nacional português, multiplicado pelo número de membros do agregado familiar:

  • Titular: 100% do salário mínimo mensal;
  • Cônjuge: +50%;
  • Cada filho: +30%.

Estes valores são orientativos — devem ser confirmados com os valores em vigor no momento da candidatura.

Documentação necessária

O processo exige, em geral:

  • Passaporte válido;
  • Prova de rendimentos (declarações fiscais, extratos bancários dos últimos 3 a 6 meses, comprovativo de pensão);
  • Contrato de arrendamento ou escritura de imóvel em Portugal;
  • Seguro de saúde válido em Portugal;
  • Registo criminal do país de residência e de outros países onde tenha vivido;
  • Declaração de meios financeiros e NIF (número de identificação fiscal em Portugal).

D7 vs. Nómada Digital

Uma confusão comum ocorre entre o D7 e o visto de nómada digital. A distinção é clara:

  • D7 — rendimentos passivos (pensão, rendas, dividendos). A pessoa não trabalha ativamente;
  • Nómada digital — trabalho remoto ativo para clientes estrangeiros.

Usar o D7 sendo trabalhador remoto ativo pode gerar problemas na renovação do título de residência.

Após a chegada a Portugal

Com o visto D7, o titular entra em Portugal e tem um prazo (geralmente 120 dias) para requerer o título de residência junto da AIMA. É neste momento que são verificados com detalhe todos os requisitos e que é emitido o cartão de residente.

Benefícios fiscais

Portugal oferece regimes fiscais potencialmente vantajosos para novos residentes. A situação fiscal concreta depende de vários fatores, incluindo o país de origem, o tipo de rendimentos e os acordos de dupla tributação em vigor — matéria que merece acompanhamento jurídico-fiscal especializado.


Esta publicação tem caráter informativo geral. Para análise do caso concreto, recomendamos consulta jurídica especializada.

Redigido com auxílio de ferramentas de IA. Revisão e responsabilidade editorial de Flávia Victtor dos Anjos. Política de utilização de IA

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